Valor de seguro residencial pode variar até 55%

Estudo realizado pela Fundação Proteste mostra uma enorme variação de preços na contratação de seguro residencial

Quem pretende fazer um seguro residencial ou renovar o contrato para evitar uma perda, por exemplo, de um patrimônio avaliado em R$ 250 mil*, vai encontrar uma grande variação nos preços cobrados pelas seguradoras. Um estudo realizado pela Fundação Proteste revela que, para o mesmo apartamento, uma empresa chega a cobrar R$ 930, enquanto outra pede R$ 412. A diferença representa uma economia de 55%. Foram consultadas 12 seguradoras.

“Essa desigualdade de valores nos faz pensar na necessidade de buscar o maior número de opções no mercado. Várias empresas devem ser ouvidas e deve ficar claro o que será coberto. O mesmo vale para aquele consumidor que está prestes a renovar o contrato. Antes de bater o martelo, é recomendado uma pesquisa de preços para ter parâmetro para decidir se permanece com a mesma seguradora ou procura outra”, afirma a coordenadora institucional da Fundação Proteste, Maria Inês Dolci.

Mas não basta só olhar os preços. A especialista chama atenção para a importância de saber que tipo de cobertura deseja antes de procurar as empresas. “O consumidor, primeiro, tem que ter em mente o que quer contratar para não ficar amarrado em uma indicação que pode não ser adequada ao que ele busca. Por isso, deve ser levado em conta, principalmente, que bens a pessoa quer segurar”, diz.

Outros itens também merecem atenção antes de fechar o contrato. São eles: franquia (aquela parte do prejuízo que cabe a você pagar, assim como acontece com o seguro de automóvel), limite de indenização (valor mínimo do estrago para dar direito a recorrer à seguradora) e valor total coberto, já que nem sempre a empresa cobre o montante que o cliente quer.

E para evitar aborrecimentos caso tenha que acionar a seguradora por algum motivo, é preciso ainda ficar atento à lista de exclusões – aquilo que não está coberto – do contrato. A maioria das empresas avaliadas pela Proteste, por exemplo, não cobre prejuízos causados por tumulto, alagamento e enchente, mas oferece a contratação dessas opções separadamente.

Para quem é inquilino ou mutuário de algum financiamento habitacional, a Proteste recomenda apenas o seguro do conteúdo (móveis e eletrodomésticos). Para proprietários que não residam no imóvel, a instituição sugere a opção proteção para prédio (estrutura do imóvel, como paredes e instalação elétrica), uma vez que o locatário pode contratar o seguro do conteúdo. Já para aqueles que vivem na casa própria, o mais indicado é adquirir os dois serviços (conteúdo e prédio).

*A pesquisa realizada pela Proteste teve como base um apartamento habitual, na Vila Clementino, em São Paulo. A cobertura inclusa é de R$ 250 mil (prédio e conteúdo).

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