É possível economizar no preço do seguro e ter boa proteção para a casa?

Muita gente desconhece que o custo do seguro residencial é baixo em relação a outros seguros e também pelas garantias que oferece. Os mais populares – vendidos por meio das contas de energia elétrica, telefonia e redes de varejo – têm uma mensalidade em torno de R$ 10,00, para indenização máxima de R$ 40 mil. Estes são seguros básicos, com cobertura apenas de incêndio, raio e explosão.

Apólices personalizadas para uma importância segurada de R$ 300 mil custam cerca de R$ 500,00 por ano, ou menos de R$ 50,00 por mês ou abaixo de R$ 2,00 por dia.

Isso significa que proteger a casa não é privilégio de poucos. O prêmio, em média, não ultrapassa 0,4% dos valores segurados, podendo chegar a 1%, dependendo das garantidas adicionais que forem contratadas.

O seguro residencial é muito mais barato que o do automóvel, que pode custar em torno de 9% do preço do veículo. Apesar de ser compatível com o orçamento doméstico, sempre que você for contratar um seguro residencial, não deixe de solicitar ao corretor de seguros para pesquisar em pelo menos três empresas, preços, benefícios e as respectivas condições de contratação do seguro, inclusive os riscos excluídos. Vale a pena o esforço, porque as diferenças de preço e oferta de benefícios podem ser grandes.

Saiba que…

A cobertura básica – incêndio, explosão e queda de raio – é oferecida obrigatoriamente por todas as seguradoras. Mas existem coberturas especiais, contratadas à parte. Você deve definir quais são suas necessidades reais para não deixar de fora algo importante nem gastar dinheiro com o que não precisa.

É importante que você saiba priorizar os riscos a que seu imóvel está exposto e os bens que realmente precisam da proteção do seguro. Faça um inventário dos bens que você possui dentro de casa.

Quanto custa um seguro residencial?

Você determina livremente o limite máximo de indenização do seu seguro residencial para cada uma das coberturas que vai contratar. Esse valor máximo que a seguradora deverá pagar na indenização de um eventual prejuízo previsto na apólice.

O custo final do seguro depende do valor da sua casa, da localização e do número de coberturas que você escolher. Por isso, identifique exatamente suas prioridades, discutindo-as com seu corretor de seguros.

Na eventualidade de um dano provocado por um incêndio, além dos gastos com a recuperação da estrutura do imóvel, há o prejuízo com a perda de todo o conteúdo da casa.

Somando tudo, vamos encontrar uma fatia substancial do patrimônio da família. Daí a importância de identificar o seguro residencial certo para proteger adequadamente os seus bens.

Um seguro residencial mal planejado pode se transformar em dor de cabeça mais tarde. Tudo Sobre Seguros apresenta sugestões de cuidados que você deve ter na hora de escolher o tipo de seguro para sua casa.

Antes de comprar o seguro

Primeiro passo

O trabalho inicial é saber qual o tipo de imóvel que vai ser segurado. Apartamento (térreo ou pavimento superior), casa ou sobrado? A residência é habitual ou de veraneio? Quais são os riscos a que seu imóvel está exposto?

Se você morar num condomínio com serviço de vigilância ou se instalar equipamentos de segurança, como alarmes, câmeras de vídeo, etc, o valor do prêmio será proporcional à redução dos riscos pelos quais a seguradora vai ser responsável, ou seja, mais barato.

O seguro de um apartamento costuma ser mais em conta, porque a lei obriga o prédio (condomínio) a ter um seguro para a sua estrutura e partes comuns. Porém, o seguro do prédio (condomínio) normalmente não cobre prejuízos das unidades individuais. Contudo, hoje já existem seguradoras que acrescentam ao seguro condomínio uma cobertura específica para as unidades autônomas, mas tais valores são limitados e a garantia não é ampla para todo ou qualquer risco.

No caso de você ficar fora de casa por mais de 30 dias seguidos, deve avisar a seguradora de sua ausência. Dependendo das condições de segurança de onde seu imóvel está localizado, é possível que o risco de uma casa desocupada seja maior.

Nesta situação, eventualmente poderá haver um acréscimo no valor do prêmio. Não avisar a seguradora de que a casa vai ficar vazia por um período mais longo pode implicar a recusa de pagamento da indenização, se ocorrer um sinistro.

Segundo passo

Depois de cumprida a etapa de identificação das características do imóvel, faça um levantamento minucioso de tudo o que você tem de valioso dentro de casa.

Prepare uma lista detalhada dos bens materiais que precisam de cobertura do seguro. Muitas seguradoras não fazem inspeção prévia, por isso você deve cuidar para que esse inventário seja anexado à sua apólice.

Supondo que a companhia de seguro envie um profissional para vistoriar os bens que serão segurados, acompanhe o trabalho desse técnico e faça constar da apólice as divergências que existirem, caso não sejam resolvidas durante a inspeção.

Confira os valores das franquias, que correspondem à parte que você vai pagar se acontecer algum dano previsto no contrato, e o prazo para eventual reembolso das indenizações.

Procure saber com o corretor e a seguradora quais são os bens e os riscos que estão cobertos. Em geral, se você tiver obras de arte, joias, coleções ou raridades, vai precisar fazer um seguro específico.

Para você se prevenir de perdas causadas por alagamentos ou inundações, tremores de terra e maremotos, também precisará de coberturas adicionais. Hoje já existem seguradoras que oferecem essas coberturas no seguro multirrisco residencial. Troque ideias com o seu corretor sobre os levantamentos que lhe foram apresentados. Esse profissional tem formação e experiência para auxiliá-lo na contratação do seguro adequado.

Vencidos esses dois estágios preparatórios, você está em condições mais confortáveis para decidir a compra do seguro. Informe-se sobre a solidez e tradição da seguradora e sobre a habilitação do corretor de seguros. Confirme se a empresa corretora de seguros é credenciada na companhia seguradora e se ambas são registradas na Susep.

Antes de assinar o contrato, peça uma cópia para ler com calma. Saiba que a assinatura da proposta não significa que ela será aceita e a apólice emitida. As seguradoras têm prazo de 15 dias corridos, a partir da data em que receber o pedido de cobertura, para analisar as informações e dados, antes de aceitar o risco. Porém, caso ocorra algum sinistro previsto nas condições da proposta assinada, durante o período de avaliação, este será garantido pela seguradora.

Ainda que a seguradora recuse a proposta, a garantia continuará válida por mais dois dias depois da data da recusa. Caso a seguradora não se manifeste no prazo de 15 dias para avaliação da proposta, o seguro estará automaticamente aceito. Nesta situação, você deve cobrar do corretor a emissão da apólice e o respectivo carnê de pagamentos, se o prêmio não tiver sido pago à vista ou em débito em conta ou por meio do cartão de crédito.

Quando você receber a apólice, confira as informações sobre dados pessoais e do imóvel, prazos, custo, reajustes e coberturas. Se houver algum equívoco, solicite ao seu corretor, com urgência, as correções necessárias.

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