Serviço de seguro para veículos se flexiona conforme a necessidade do cliente

Quem compra ou troca de carro, muitas vezes pensa em fazer um seguro para proteger o patrimônio. Mais do que uma questão de segurança e tranquilidade, o seguro do automóvel é uma necessidade para quem deseja reduzir prejuízos em caso de eventuais acidentes.

A primeira dúvida que surge na hora de optar pelo serviço é de como proceder para firmar contrato com a seguradora. Para quem nunca aderiu ao seguro, é necessário inicialmente procurar um corretor de seguros licenciado para solicitar o pedido.

De acordo com o proprietário de uma corretora de seguros atuante há 25 anos em Sergipe, Antonino Alcântara, este profissional irá realizar uma entrevista minuciosa com os dados pessoais do cliente. “Ele irá perguntar toda sua documentação, idade, se é solteiro, CHN, quanto tempo tem de habilitação, marca e ano do carro, local onde mora, onde trabalha e estuda, e se cada um desses lugares por onde o segurado passa dispõe de garagens”, expõe.

Não existe valor fixo quando se trata de seguro para veículos. O preço final irá depender de uma série de variáveis que são constatadas de acordo com cada perfil de cliente. Todas essas perguntas são estrategicamente pensadas, e as respostas são determinantes para redução ou elevação do custo do serviço.

O ano do carro, por exemplo, é um dos fatores mais relevantes que influenciam no valor do seguro. Carros mais velhos eleva o orçamento em até 30% pela escassez e encarecimento das peças de reposição e nível de tecnologia mais baixo que os novos. Antonino explica o porquê: “Carros mais novos têm menos chances de quebrar pela qualidade e tecnologia embutidas neles, além de que as peças são fáceis de serem encontradas e mais baratas pela questão da procura de mercado”, afirma.

No caso de clientes mais novos e com pouco tempo de habilitação, a tendência é de que o valor do seguro aumente. Isso porque a seguradora entende que a pouca experiência do cliente no volante aumenta as possibilidades de que acidentes aconteçam. A seguradora também vasculha o histórico do motorista ou do carro segurado para saber se o cliente se envolve com frequência em acidentes, nesse caso o orçamento só tende a aumentar.

O serviço de seguro para veículos se flexiona a depender da necessidade do cliente. Caso escolha a cobertura simples, em casos de colisão, incêndio, roubos ou adventos da natureza a seguradora é responsável pelo prejuízo total do veículo. Mas existem especificidades em que o proprietário será responsabilizado por todos os danos do veículo. “Se estiver acontecendo uma enchente, e o motorista segurado resolver passar em uma rua alagada, ele se responsabiliza pelo risco porque sabia das consequências, ou seja, ele assume o risco e consequentemente os prejuízos”, ressalva Antonino.

O contrato de um seguro equivale ao período de um ano, e se o motorista passar por esse tempo sem se acidentar ou sofrer multas graves ele ganha bônus de 10% no valor de revalidação do seguro. Mas nem sempre o custo pela renovação do contrato será inferior ao primeiro ano de serviço.

“Isso acontece porque às vezes o cliente continua com o mesmo carro e esse veículo já vai ficando mais velho, às vezes ao decorrer desse período o motorista se envolve em muitos acidentes, às vezes muda de casa onde a localidade é ruim e a nova casa não tem garagem, facilitando a probabilidade de roubo. E tudo isso influencia no preço pela questão de prevenção de eventuais custos e despesas que a seguradora venha a ter futuramente”, finaliza Alcântara.

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