US$ 20 bi de prejuízos em catástrofes naturais no 1º trimestre de 2014

Seguradoras desembolsaram US$ 7 bi, mas valor foi bem menor que os registrados no mesmo período de 2010 e 2011

Das mais de US$ 20 bilhões em perdas econômicas contabilizadas no primeiro trimestre de 2014 em cerca de 70 catástrofes naturais no mundo, nos três primeiros meses do ano, US$ 7 bilhões foram indenizadas pelas seguradoras aos seus clientes, revela estudo Impact Forecasting March 2014 Global Catastrophe Recap, produzido pela AON Benfield e divulgado nesta quarta-feira.

Pelo segundo ano consecutivo, as condições de seca severa no Brasil acarretaram perdas agrícolas superiores a R$ 10 bilhões ( US$ 4.3 bilhões), sendo que apenas 10% das plantações tem cobertura de seguro.

No Paquistão, uma grande seca gerou estragos, matando pelo menos 212 pessoas na província de Sindh e resultando em perda significativa de gado e agricultura que totalizaram US$ 18 milhões. No Haiti, o governo precisou decretar estado de emergência para seis províncias depois que agricultores perderam pela segunda vez consecutiva a colheita anual.

Nos Estados Unidos, continua o clima de inverno severo, com prejuízos e mortes em março. Uma tempestade de inverno gerou perdas significativas na Carolina do Sul e Virgínia, levando a prejuízos econômicos totais de cerca de US$ 100 milhões e no pagamento de indenizações acima de US$ 50 milhões.

Para o inverno de 2013/14 nos EUA, os danos econômicos tinham alçaram US$ 5,7 bilhões em 31 de março, com pelo menos US$ 2,6 bilhões cobertos pelo seguro. A Europa enfrentou a mais cara temporada de vendaval desde 2009/10 , com as seguradoras estimando em mais de US$ 4 bilhões os pedidos de indenizações.

Na América do Sul, chuvas persistentes, que começaram em meados de fevereiro, mantém-se em abril, com vários rios subindo além de seus limites e causando inundações em algumas partes do Brasil, Bolívia e Peru. As chuvas foram mais pronunciadas nos estados brasileiros de Rondônia (perto da fronteira da Bolívia) e Acre (perto da fronteira com o Peru), onde um combinado de 29.500 famílias ficaram desabrigadas. O total de perdas econômicas na região foram estimados em mais de US$ 200 milhões.

“Apesar dos quase 70 eventos de desastres naturais no primeiro trimestre de 2014, as perdas financeiras atribuídas foram em grande parte insignificante para as economias e as seguradoras. Os valores estão próximos dos registrados nos dois anos anteriores e bem abaixo das perdas ocorridas em 2010 e 2011. No entanto, enquanto as perdas deste primeiro trimestre foram gerenciável para as seguradoras , vale lembrar que o segundo e o terceiro trimestres são historicamente os mais caros para a indústria, com tempestades, inundações , secas e atividade de ciclones tropicais”, afirmou o diretor e meteorologista da equipe de Previsão de Impacto da Aon Benfield, Steve Bowen.

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