Aumenta oferta de seguros populares

Para ganhar clientes num mercado ainda pouco desenvolvido no país, seguradoras oferecem apólices a partir de R$ 3,50. Nesse segmento, as empresas apontam que seguros de acidentes pessoais e residenciais são os mais procurados.

De olho no aumento da renda do brasileiro de classe mais baixa, seguradoras têm lançado produtos chamados “populares” para ganhar clientes num mercado ainda pouco desenvolvido no país, segundo consultores.

Com isso, agora há uma oferta maior de apólices de menor custo que oferecem indenização por morte do principal provedor da casa, invalidez por acidente e danos à residência. Podem custar R$ 3,50 por mês, a depender do produto e da seguradora.

Os populares são diferentes dos microsseguros, que possuem teto de indenização estipulado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) de R$ 24 mil em caso de morte e de R$ 30 mil para danos à residência.

Nos primeiros, não há limite para a indenização. O valor depende do tipo de contrato.

E a diferença em relação ao custo do microsseguro, muitas vezes, não é expressiva, já que esses têm opções também por R$ 3,50 por mês.

Os seguros populares mais procurados são os de acidentes pessoais e os residenciais, oferecidos pelas principais empresas do setor, como Bradesco Seguros, BB Seguridade e SulAmérica.

A BB Seguridade planeja lançar, ainda neste ano, um plano odontológico que custará cerca de R$ 15 mensais.

No caso do seguro de acidentes pessoais, há opções a partir de R$ 3,50 por mês com cobertura em caso de morte por acidente e indenização de R$ 20 mil.

Quem quiser contratar um valor maior de cobertura tem de desembolsar mais.

Um seguro de acidentes pessoais com valor a receber de R$ 300 mil e assistência funeral familiar –que oferece ajuda com documentação e outros trâmites do enterro, além de cesta básica a um beneficiário por 12 meses– sai por R$ 80 mensais.

“A pessoa tem de pensar no impacto econômico que a morte dela teria para a família. Por exemplo, se vai haver dinheiro para a educação dos filhos”, diz Carlos Alberto Trindade Filho, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica.

E é justamente o seguro de vida um dos menos procurado por pessoas físicas –embora bastante contratado por empresas, que podem ter de arcar com indenizações às famílias dos funcionários.

“As pessoas têm receio de pensar no assunto, apesar da assistência que um seguro desse tipo pode prestar à família”, diz Ana Claudia Benites Badaró, sócia da corretora de seguros Brasil Insurance.

“O brasileiro prioriza mesmo o seguro do carro”, acrescenta. Mesmo assim, muito menos da metade da frota de veículos do país –cerca de 30%– é segurada, segundo estimativas de mercado.

O planejador financeiro Eduardo Almeida orienta o consumidor a analisar o risco que envolve o seu dia a dia antes de fazer um seguro.

“Ter uma apólice pode representar a diferença entre receber o dinheiro para reconstruir um imóvel destruído por um incêndio ou ter de arcar com R$ 100 mil do próprio bolso”, diz.

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